
Um ataque de pânico chega de repente: o coração dispara, falta o ar, vem uma sensação de que algo terrível vai acontecer. Muita gente pensa que está tendo um infarto ou enlouquecendo. É apavorante — mas há algo importante que você precisa saber: o ataque de pânico não é perigoso.
O que acontece no corpo
O pânico é um alarme de defesa disparando na hora errada. O corpo se prepara para “lutar ou fugir”: libera adrenalina, acelera o coração, muda a respiração. Todos esses sintomas assustam, mas são reações naturais e passageiras. Nenhum deles vai te machucar — por mais real que o medo pareça.
O que fazer na hora
- Lembre-se: “isso é pânico, vai passar”. Ele sempre passa, geralmente em minutos.
- Respire devagar, soltando o ar mais lentamente do que puxa. Isso reverte a hiperventilação.
- Não fuja do lugar por impulso. Fugir ensina o cérebro de que aquilo era mesmo perigoso, e alimenta o próximo ataque.
- Espere a onda baixar. Quanto menos você luta, mais rápido ela cede.
Por que a terapia funciona
A Terapia Cognitivo-Comportamental é considerada o tratamento de primeira escolha para o transtorno de pânico. A gente trabalha a interpretação catastrófica dos sintomas e, aos poucos, o corpo reaprende que não há perigo. O pânico perde a força quando deixa de ser temido. Se ele tem limitado a sua vida, saiba que tem tratamento — e funciona.